O Natal não verá meu 13º

Desde que passei a ler mais sobre minimalismo/viver com menos, tenho parado para refletir muito sobre o consumismo e sobre como compramos/juntamos/perdemos tempo com coisas totalmente desnecessárias.

A fotógrafa Claudia Regina, através de sua página no Facebook, foi quem me apresentou este incrível mundo da vida minimalista. Sua frase “viver com pouco dinheiro fez com que eu tivesse uma vida rica” ficou guardada em minha memória para sempre.

A vida nos cobra a cada dia e nos achamos na obrigação de compensar todo o nosso esforço, toda a nossa luta, com bens materiais (muitos deles) desnecessários.

É sério, este ano tive uma reviravolta e passei de garota fútil a simples.

Antes meu sonho era morar em uma casa enorme, no mínimo 03 quartos, em um bairro excelente. Claro, porque eu pretendia ter dois filhos, e cada um deveria ter o seu próprio quarto, afinal de contas sei o quanto é chato não ter o seu próprio espaço.

Maaaaas… Peraí? Eu pretendo me casar e logo em seguida ter filhos? DOIS de uma vez? Claro que não. Os filhos nem nasceram ainda, por que já estou pensando em ter uma casa com 03 dormitórios? PRA QUE eu preciso de uma casa enorme?

Antes eu pensava que ter um carro era uma necessidade, que era impossível viver sem carro, etc. Mas NÃÃÃÃOOO minha gente! Pelo contrário, depois que minha digníssima mãe fez o FAVOR de vender o nosso carro, me senti mais leve, mais livre. Deixei de ser carro-dependente e minha vida ficou ainda melhor! Até andei fazendo umas aulinhas de bike (sim, eu sei dirigir carro, mas não sei andar de bicicleta rsrsrs). Hoje não vejo vantagem NENHUMA em ter um carro. Agora vou explicar o porquê:

1. Moro em São Paulo e o trânsito me dá MUITO nervoso;

2. O gasto com gasolina;

3. O gasto com seguro;

4. O gasto com manutenção;

5. O gasto com IPVA;

6. O gasto com estacionamento (pra quem tem a mesma sorte que eu de morar em um prédio onde não tem garagem);

7. Andar de ônibus tem sido a melhor opção, pois hoje em dia há faixas exclusivas. Sim, vou em uma sardinha enlatada, mas chego mais rápido;

8. O meio-ambiente agradece. =)

Lendo todas as informações acima, conclui-se que, se eu utilizar um táxi para todas as vezes que eu NECESSITAR, ou seja, nas urgências/últimos casos, eu gastarei bem menos que se eu tivesse um carro. Além do mais, você não precisa de um carro, você precisa ir e vir pra algum lugar, e o transporte público já faz isso por você. “Ah, mas eu prefiro o conforto do meu carro do que andar num aperto”. Ahhhh o egoísmo… O ser humano ainda tem muito o que evoluir. Pense comigo: quanto menos carros nas ruas, mais o trânsito flui, mais os ônibus andam rápido, chegam rápido e poderão atender à todos. Mas quando pensaremos nisso? rs.

Enfim, o que o título do post tem a ver? TUDO. Natal = consumo, óbvio. E eu já deixei claro pra mim mesma que essa data capitalista NÃO verá o meu 13º. Qual a necessidade de consumir no Natal gente? Só por causa da data? Pra presentear a parentada? Porque tudo estará mais “barato”? Pra torrar o dinheirinho a mais do 13º??? Tudo isso não passa de FUTILIDADE DESNECESSÁRIA. Há tanta coisa pra se fazer, tantos momentos bons pra se passar junto de quem você gosta e não é necessário uma data ou um presente para suprir tudo isso. Isso vale para o dia das mães, dia dos namorados, dia dos pais… Se você ama a sua mãe, ama sua namorada/namorado, ama o seu pai, não é necessário uma data ou um presente pra demonstrar isso. Pessoas, ACORDEM! Não viva do consumo ou de datas, viva de MOMENTOS!

Aproveitando, em 2014 pretendo fazer igual à Talita: ficar 01 ano sem comprar roupas, sapatos, bolsas e acessórios. “Ohhh, como você é louca, eu JAMAIS conseguiria!!”. Amigx, toda mulher, acredito eu, tem o suficiente, até mais que o suficiente, em seu guarda-roupa para passar 1 ano sem a necessidade de consumir absolutamente nada. Falo isso por mim. Em 2013 só parei para comprar roupas apenas 2 ou 3 vezes. Dá pra contar nos dedos. Para alguns pode parecer muito, mas pra mim é um grande progresso, visto que eu não poderia passar 1 mês sem comprar alguma coisa. E claro, não comprei em loja cara, porque né.

Juntei umas 03 sacolas de roupa pra doar, e ainda existem coisas em meu armário que eu NUNCA usei. Sério.

E viva a simplicidade! =)

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Tá tudo uma zona!

O mundo tá todo errado

O mundo tá de cabeça pra baixo

Não tem conserto. Esse mundo não tem cura

Quem pode curá-lo? É óbvio que sabemos

E como sabemos…

Mas enquanto não se encontra a cura pra esse mundo, vou vivendo no meu próprio mundo.

O mundo não mudou nada.

Ontem terminei de ler “O Diário de Anne Frank”. Quem diria eu, Rose, li 4 livros em 2 meses. O que aconteceu comigo? HAHA, enfim…

Não sei se isso aconteceu com todos que leram esta obra prima, mas eu fiquei tão envolvida, tão emocionada e tão… Sei lá, perturbada ao mesmo tempo. Perturbada porque isso de fato aconteceu com a família Frank e afins. Além do mais, você fica tão envolvido com os personagens, tão envolvido pelo acontecimento que começa a pesquisar mais a respeito sobre a 2ª Guerra. Ainda não consigo entender o porquê de toda aquela atrocidade contra judeus e outras vítimas (ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, pessoas contrárias ao governo, negros, etc). Gente, NÃO tem justificativa alguma. E pensar que existiram não sei quantas Annes Frank que passaram pelo mesmo, e até mesmo situações piores.

O mundo tá todo errado desde os primórdios. Me entristece só de pensar que em outros lugares do mundo ainda estão em guerra, que pessoas sofrem perseguição por suas crenças, classe social, orientação sexual e tudo mais.

Outra coisa também que quase não aparece no arquivo histórico: Os abusos sexuais durante o Holocausto. Quase não se fala sobre isso pois a maioria das vítimas eram assassinadas. E claro, muitas tinham vergonha e/ou medo de perseguições. Bom, não vou falar muito senão esse post vai ficar enorme. Você pode conferir mais a respeito clicando aqui.

ONDE isso tudo vai parar? Aliás, quando vai parar?

Muito me admirou a escrita, o posicionamento e amadurecimento da pequena Anne Frank. Uma menina que teve que amadurecer 10 anos em apenas 2. Que apesar de ter ficado enclausurada durante 2 anos naquele Anexo Secreto, teve muita história pra contar e muito estudou. Muitos têm o mundo à sua disposição mas não fez nem 1/3 do que a pequena Anne fez. Apesar de ter vivido até os 15, deixou sua experiência de vida e sua história para todos. Anne Frank, apesar de ter ido embora cedo, ficou na história pra sempre.

Aqui vai um trecho do livro que mais gostei e me identifiquei:

“[…] Acho estranho os adultos discutirem tão facilmente e com tanta frequência sobre coisas tão mesquinhas. Até agora eu achava que birra era uma coisa de criança e que a gente superava quando crescia. Claro que algumas vezes há motivo para uma discussão de verdade, mas os bate-bocas que acontecem aqui não passam de teimosia. […]”

– O Diário de Anne Frank –

 

E depois dizem que criança não sabe das coisas hein? Ela tinha 13 anos quando escreveu o texto acima.

 

 

E tudo deve ser postado no Instagram…

A comida que comeu
O lugar onde está
A bebida que bebeu
A roupa que está usando
O smartphone de frente pro espelho
O resultado de meses de academia
O tablet
O fim de semana na praia ou na piscina
O filme que está assistindo em casa
O livro que está lendo
O cardápio do restaurante
O casamento da prima
As respostas do ENEM
As anotações no quadro negro daquela aula chata
O tédio na aula também
A cor do esmalte
O animalzinho de estimação
O bebê que nasceu, que chorou, que aprendeu a falar
O carro novo que comprou
O apartamento financiado
O novo corte de cabelo
A nova tatuagem
A comida que a vó fez no domingo
O copo de café da segunda-feira
A gorfada que deu
O soro que tomou no hospital
A bosta que cagou
O peido que deu

[…]