O mundo não mudou nada.

Ontem terminei de ler “O Diário de Anne Frank”. Quem diria eu, Rose, li 4 livros em 2 meses. O que aconteceu comigo? HAHA, enfim…

Não sei se isso aconteceu com todos que leram esta obra prima, mas eu fiquei tão envolvida, tão emocionada e tão… Sei lá, perturbada ao mesmo tempo. Perturbada porque isso de fato aconteceu com a família Frank e afins. Além do mais, você fica tão envolvido com os personagens, tão envolvido pelo acontecimento que começa a pesquisar mais a respeito sobre a 2ª Guerra. Ainda não consigo entender o porquê de toda aquela atrocidade contra judeus e outras vítimas (ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, pessoas contrárias ao governo, negros, etc). Gente, NÃO tem justificativa alguma. E pensar que existiram não sei quantas Annes Frank que passaram pelo mesmo, e até mesmo situações piores.

O mundo tá todo errado desde os primórdios. Me entristece só de pensar que em outros lugares do mundo ainda estão em guerra, que pessoas sofrem perseguição por suas crenças, classe social, orientação sexual e tudo mais.

Outra coisa também que quase não aparece no arquivo histórico: Os abusos sexuais durante o Holocausto. Quase não se fala sobre isso pois a maioria das vítimas eram assassinadas. E claro, muitas tinham vergonha e/ou medo de perseguições. Bom, não vou falar muito senão esse post vai ficar enorme. Você pode conferir mais a respeito clicando aqui.

ONDE isso tudo vai parar? Aliás, quando vai parar?

Muito me admirou a escrita, o posicionamento e amadurecimento da pequena Anne Frank. Uma menina que teve que amadurecer 10 anos em apenas 2. Que apesar de ter ficado enclausurada durante 2 anos naquele Anexo Secreto, teve muita história pra contar e muito estudou. Muitos têm o mundo à sua disposição mas não fez nem 1/3 do que a pequena Anne fez. Apesar de ter vivido até os 15, deixou sua experiência de vida e sua história para todos. Anne Frank, apesar de ter ido embora cedo, ficou na história pra sempre.

Aqui vai um trecho do livro que mais gostei e me identifiquei:

“[…] Acho estranho os adultos discutirem tão facilmente e com tanta frequência sobre coisas tão mesquinhas. Até agora eu achava que birra era uma coisa de criança e que a gente superava quando crescia. Claro que algumas vezes há motivo para uma discussão de verdade, mas os bate-bocas que acontecem aqui não passam de teimosia. […]”

– O Diário de Anne Frank –

 

E depois dizem que criança não sabe das coisas hein? Ela tinha 13 anos quando escreveu o texto acima.

 

 

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